Título de um artigo no site de um movimento chamado Ruptura/ FER, o mesmo que anunciou recentemente a dissidência do Bloco de Esquerda no caso de este não se aliar formalmente ao PCP:
"Abaixo a intervenção imperialista no Oriente Médio e Norte da África! Abaixo Kadafi e todas as ditaduras árabes! Viva a revolução árabe!"
Ele há (ainda) cada um...
30.3.11
Deamblogações vespertinas
Notícia da tarde do Público on-line: "A agência Fitch deixa mais um aviso, peremptório, a Portugal: se o Estado não for socorrido pela União Europeia e pelo FMI, o rating da dívida soberana nacional pode baixar ainda mais em breve."
Que o primeiro-ministro leia, que lhe dêem, que lhe metam na cabeça que isto não é uma ameaça vã e, sobretudo, inconsequente. Quer se goste quer não - e essa discussão não é para aqui chamada - mais um corte do rating da república vai fazer aumentar as taxas de juros, encarecer o dinheiro, empobrecer os portugueses, prolongar a crise, etc., etc..
Isto pura e simplesmente não é sustentável.
Que o primeiro-ministro leia, que lhe dêem, que lhe metam na cabeça que isto não é uma ameaça vã e, sobretudo, inconsequente. Quer se goste quer não - e essa discussão não é para aqui chamada - mais um corte do rating da república vai fazer aumentar as taxas de juros, encarecer o dinheiro, empobrecer os portugueses, prolongar a crise, etc., etc..
Isto pura e simplesmente não é sustentável.
Deamblogações matinais II
Deamblogações matinais
Título de uma notícia do Público on-line: "O primeiro-ministro José Sócrates assegurou esta terça-feira que não vai pedir ajuda externa já este fim-de-semana, garantindo que o Governo tudo fará para que tal não aconteça."
Até quando é que o primeiro-ministro demissionário vai continuar a condicionar o futuro do país com a sua teimosia irresponsável e cega? Nunca ouvi ninguém dizer isto, mas um Governo de gestão, não podendo tomar decisões que condicionem futuros Governos, também não devia poder decidir sobre esta matéria. Neste caso, o poder decisório devia ser transferido do Governo para a Assembleia da República, a qual devia decidir por maioria parlamentar.
Será que ninguém, com excepção do primeiro-ministro, claro, percebe que esta sua atitude teimosa e irresponsável faz com que os portugueses paguem uma taxa de juro de 9% em vez de 4 ou 5%? Mas será que ninguém diz a este homem para se ir embora de vez ou, pelo menos, para assumir, em nome do país que ele diz defender, que está redondamente enganado e que persistir nesta linha é um atentado geracional?
E, já agora, onde anda por estes dias o ministro das Finanças? Ter-se-á ido embora sem dizer água vai, como fez, indescritivelmente, no dia da votação do PEC, segundos antes de Manuela F. Leite ter começado a falar?
Não se trata apenas de gente sem categoria. Se o mal fosse esse, estávamos razoavelmente bem. Trata-se de gente perigosa, que trata a coisa pública como sua, que não tem pudor em mentir para não ter que assumir erros passados. Esta gente não pode, simplesmente não pode, voltar ao poder.
Até quando é que o primeiro-ministro demissionário vai continuar a condicionar o futuro do país com a sua teimosia irresponsável e cega? Nunca ouvi ninguém dizer isto, mas um Governo de gestão, não podendo tomar decisões que condicionem futuros Governos, também não devia poder decidir sobre esta matéria. Neste caso, o poder decisório devia ser transferido do Governo para a Assembleia da República, a qual devia decidir por maioria parlamentar.
Será que ninguém, com excepção do primeiro-ministro, claro, percebe que esta sua atitude teimosa e irresponsável faz com que os portugueses paguem uma taxa de juro de 9% em vez de 4 ou 5%? Mas será que ninguém diz a este homem para se ir embora de vez ou, pelo menos, para assumir, em nome do país que ele diz defender, que está redondamente enganado e que persistir nesta linha é um atentado geracional?
E, já agora, onde anda por estes dias o ministro das Finanças? Ter-se-á ido embora sem dizer água vai, como fez, indescritivelmente, no dia da votação do PEC, segundos antes de Manuela F. Leite ter começado a falar?
Não se trata apenas de gente sem categoria. Se o mal fosse esse, estávamos razoavelmente bem. Trata-se de gente perigosa, que trata a coisa pública como sua, que não tem pudor em mentir para não ter que assumir erros passados. Esta gente não pode, simplesmente não pode, voltar ao poder.
28.3.11
25.3.11
24.3.11
O tempo corre por conta de Sócrates
Na campanha que já começou há alguns dias e que ontem teve formalmente início, o tempo corre a favor de Sócrates e do PS. De facto, na académica hipótese de as eleições serem daqui por quinze dias ou três semanas, o povo lembrar-se-ia bem das marcas da crise e de quem muito contribuiu para não a resolver. O Governo, evidentemente, e, à cabeça, o primeiro ministro. No entanto, não é isso que vai acontecer. O que vai acontecer é que, daqui até Maio ou Junho, a propaganda habitual e eficaz do Governo/PS/Sócrates vai fazer com que as pessoas esqueçam tal facto, pelo contrário, atribuindo a situação de crise, instabilidade profunda e, quiçá, eventual recurso aos mecanismos de ajuda internacionais ao PSD e à sua "irresponsabilidade política". Como a situação tende a piorar e a tornar-se mais instável, as pessoas terão cada vez menos capacidade para distinguirem o trigo do joio, sendo levadas a crer que, de facto, o PSD, ao não aprovar o PEC IV, desajudou o país e teve uma conduta irresponsável. Naturalmente que nem toda a gente acreditará nisto. Mas perder-se-ão milhares de votos actualmente contra o Governo por causa do tempo que decorrerá daqui até às eleições. O tempo corre, por isso, de feição a Sócrates e a todos os seus apparatchiks. Quanto mais meses passarem melhor. Neste contexto, a direcção do PSD, e Passos desde logo, deve desmascarar desde já esta mais do que prometida tendência, pondo a nu o que vai passar-se daqui em diante. Também neste contexto e por causa do que antecede, cada vez tenho menos dúvidas de que foi já cometido um erro, porventura crasso, por parte do PSD ao não aceitar coligar-se pré-eleitoralmente com o CDS. Efectivamente, isso contribui em muito para o fortalecimento do PS e do Governo neste período eleitoral. Dividir para reinar será o pensamento que assaltará Sócrates e os seus. O mais estranho é que nem sequer tiveram que fazer o que quer que fosse. Ora, isto só por si é um péssimo indício para o que aí vem.
23.3.11
Deamblogações nocturnas
Começa agora a campanha. Aliás, já começou. O primeiro soundbyte da campanha é "coligação negativa", para definir a enorme maldade que os partidos por unanimidade fizeram ao Governo. Estaria, com certeza, já orquestrada pelos principais protagonistas do PS e do próprio Governo. Vai também começar o enjoo em que isto se vai tornar. Repetição do mesmo ad nauseam até já ninguém conseguir ouvir. A campanha vai ser longuíssima e até às eleições muita água vai correr debaixo da ponte.
20.3.11
Deamblogações matinais
Afinal parece que tinha razão, o que não é grande coisa atendendo ao perfil do homem, quando antevia que aquela manobra de Khadafi (a de cessar fogo após a resolução do Conselho Permanente das NU) não era senão uma óbvia mentira e que, logo após ter-se dado conta que estava efectivamente encurralado, passaria ao ataque sangrento contra o seu próprio povo. Demasiado evidente. Demasiado cruel.
19.3.11
Deamblogações nocturnas
Se te dissesse que aquilo que vias, que sentias, que cheiravas, que tocavas não era senão um pedaço da tua e da minha eternidade. Se te disse que onde fomos é o poço da vida, um poço sem retorno, sem volta possível. Se te dissesse que o futuro não será outra coisa que não o passado adiado, eternamente adiado. Se te dissesse que tudo o que vi, senti, cheirei, toquei me fez o homem que sou hoje, sempre mais um bocado de homem, menos incompleto. Se te dissesse que as certezas de cada momento são isso mesmo, em cada momento, em cada um dos inúmeros momentos que desfiam a vida. E as incertezas. Se te dissesse que a memória é o anseio do futuro e da sua escuridão. Se te dissesse que amanhã é agora e agora é já passado.Se te dissesse.
Se.
Se.
18.3.11
Piada de caserna
Notícia do Público on-line: "como Estado membro das Nações Unidas, estamos obrigados a aceitar a resolução. E decidimos assim um cessar-fogo imediato e pôr fim desde já a todas as operações militares. [A Líbia] leva muito a sério a protecção dos civis”, explicou o chefe da diplomacia líbia, garantindo que as autoridades vão garantir igualmente a segurança “de todos os estrangeiros e propriedades e bens de estrangeiros” no país."
Kadhafi deve pensar que uma declaração oficial como esta é suficiente para lhe permitir ir ganhando terreno sem que ninguém veja. Esquece-se que, mesmo com o acesso interdito à Internet por parte da população, existem diversos meios que permitem a saída da informação. Impossível fazer de outra forma.
Kadhafi deve pensar que uma declaração oficial como esta é suficiente para lhe permitir ir ganhando terreno sem que ninguém veja. Esquece-se que, mesmo com o acesso interdito à Internet por parte da população, existem diversos meios que permitem a saída da informação. Impossível fazer de outra forma.
17.3.11
Inquietações vespertinas
"Depois do sismo, do maremoto e dos danos nas centrais nucleares, os japoneses da região Leste têm agora outro inimigo: o Inverno e as temperaturas abaixo de zero. Por causa dele, Tóquio, onde se vive com calma à superfície mas com medo debaixo da pele, pode ficar totalmente às escuras." Público on-line
Razão tinha Miguel Sousa Tavares quando há dias dizia que, comparado com isto, os nossos problemas são pouco mais do que risíveis.
16.3.11
Importa-se de repetir?
Assim é: Sócrates diz (disse ontem na entrevista à SIC) que as medidas que integram o PEC IV não são verdadeiramente necessárias (do ponto de vista da melhoria das contas públicas portuguesas) mas apenas uma forma de acalmar as instâncias internacionais. Traduzido por miúdos: não são necessários mais esforços, mais sofrimento, mais pobreza, mais dificuldades, mais penúria. Não, nada disso é verdadeiramente necessário. São apenas medidas destinadas a tranquilizar os outros. Em linguagem comum, é para inglês ver. Portanto, nem a Comissão Europeia, nem o BCE, nem o FMI, nem o Banco de Portugal percebem alguma coisa disto. Só Sócrates. Provavelmente, nem qualquer dos seus ministros. Só ele.
Parece sensato...
Parece sensato...
14.3.11
Deamblogações matinais II
"Não é possúvel nem aceitável que, passados três meses, José Sócrates e Teixeira dos Santos anunciem que, afinal, será necessário pedir mais sacrifícios (...). Os pressupostos que serviram de base à elaboração do Orçamento não estavam certos, estavam errados, como, avisadamente, muitos disseram ao Governo. (...) Os portugueses estão cansados de viver no "pântano". E, para sair dele, só há uma solução: eleições antecipadas. Porque a estabilidade, como se viu nos últimos doze meses, não é nem pode ser um fim em si mesmo. A estabilidade é necessária, até ao momento em que não é, ela própria, um factor de instabilidade."
António Costa, Director do Diário Económico
António Costa, Director do Diário Económico
Deamblogações matinais
O PEC IV (ou V?) - o nome parece o de um extra-terrestre - foi decidido sem reuniões ou acordo prévios entre o Governo e os partidos (sobretudo PSD), parceiros sociais, e, mais importante, sem que o Presidente da República tenha sido informado. Foi decidido também sem que o primeiro ministro se tenha dignado a explicar aos portugueses os motivos de mais um pacote de austeridade.
Este primeiro ministro é um mentiroso, assim como mentiroso é o ministro das Finanças. Não há que ter medo das palavras. Mentirosos. São uns mentirosos. Dizem uma coisa e fazem outra. Apregoam uma verdade e, dois dias depois (às vezes apenas um), desdizem-na como se nunca tal lhes tivesse passado pela cabeça. Fazem de nós, portugueses, parvos. Insultam-nos com tamanha desfaçatez e sem vergonha.
Eu sempre aprendi que não se devia mentir. Mesmo aquelas situações das mentiras piadosas são de evitar. Foi isto que sempre aprendi. É claro que, como adultos que somos, temos a capacidade e autonomia de escolher em cada situação se seguimos ou não estes ensinamentos. Acho que, entre outras características como a honradez e a honestidade, a verdade é absolutamente estruturante do carácter de uma pessoa.
Sócrates e Teixeira dos Santos mostram a toda a hora que não são dignos dos cargos que ocupam. São mentirosos. Mentem com quantos dentes têm, sem vergonha de o fazer porque sabem que ficarão impunes por mais algum tempo e que mesmo quando esse tempo tiver passado e deixarem de exercer funções governativas, ninguém os vai responsabilizar pelo que (não) fizeram. Por isso mentem. Mas não só por isso. Mentem não porque foram obrigados (o interesse de Portugal é um saco grande mas tem limites) mas porque não têm coluna vertebral para assumir as respectivas responsabilidades.
Só não consigo perceber porque é que os responsáveis de outros partidos não lhes dizem isto na cara. E isso deixa-me fortemente preocupado.
Este primeiro ministro é um mentiroso, assim como mentiroso é o ministro das Finanças. Não há que ter medo das palavras. Mentirosos. São uns mentirosos. Dizem uma coisa e fazem outra. Apregoam uma verdade e, dois dias depois (às vezes apenas um), desdizem-na como se nunca tal lhes tivesse passado pela cabeça. Fazem de nós, portugueses, parvos. Insultam-nos com tamanha desfaçatez e sem vergonha.
Eu sempre aprendi que não se devia mentir. Mesmo aquelas situações das mentiras piadosas são de evitar. Foi isto que sempre aprendi. É claro que, como adultos que somos, temos a capacidade e autonomia de escolher em cada situação se seguimos ou não estes ensinamentos. Acho que, entre outras características como a honradez e a honestidade, a verdade é absolutamente estruturante do carácter de uma pessoa.
Sócrates e Teixeira dos Santos mostram a toda a hora que não são dignos dos cargos que ocupam. São mentirosos. Mentem com quantos dentes têm, sem vergonha de o fazer porque sabem que ficarão impunes por mais algum tempo e que mesmo quando esse tempo tiver passado e deixarem de exercer funções governativas, ninguém os vai responsabilizar pelo que (não) fizeram. Por isso mentem. Mas não só por isso. Mentem não porque foram obrigados (o interesse de Portugal é um saco grande mas tem limites) mas porque não têm coluna vertebral para assumir as respectivas responsabilidades.
Só não consigo perceber porque é que os responsáveis de outros partidos não lhes dizem isto na cara. E isso deixa-me fortemente preocupado.
Ora nem mais
Há alguns anos que deixei de ver e ouvir MRS na televisão. Ontem aconteceu e falou bem, muito bem. Entre outras coisas, disse isto.
3.3.11
2.3.11
Inquietações matinais
Que o governo está em desgoverno há muito toda a gente sabe e percebe. Que não existem ministros, que cada um diz o que quer, que não há liderança, que o primeiro ministro e o ministro das finanças andam a reboque dos acontecimentos, que andam a mando da Alemanha (como poderia ser de outra forma?), que não existe qualquer coerência nas políticas (que politicas?) seguidas, que todas as medidas (que medidas?) tomadas são absolutamente irrelevantes e incapazes de travar a subida dos juros da dívida soberana e do desemprego, enfim, isso também toda a gente sabe e sente. Mas o que nem toda a gente sabe, porque muitas vezes passa despercebido, é a incompetência e a arrogância desmedida de alguns dos membros deste miserável, absolutamente miserável, governo. Ontem, apenas ontem, dois exemplos disso mesmo. Primeiro, as declarações do ministro das obras públicas no Parlamento, devidamente ladeado pelo magnânime secretário de Estado Paulo Campos, quando afirmou que serão gastos qualquer coisa como 12 mil milhões de euros no período compreendido entre 2010 e 2015. Numa altura destas, nem consigo qualificar tamanha irresponsabilidade. Deve, com certeza, viver noutro mundo. Ou então, é a total e mais absoluta ausência de noção do que se diz. Talvez isso. Por outro lado, tivemos igualmente as declarações, sempre esclarecidas e fundamentadas, do secretário de Estado do emprego, Valter Lemos (que já na qualidade de secretário de Estado da educação nos tinha habituado a declarações esclarecidas e fundamentadas), que veio comentar o aumento da taxa de desemprego para 11,2%. Segundo o próprio, esse número é bom (sic) porque significa que, primeiro, o desemprego não chegou aos 11% em 2010 (o que é que uma coisa terá a ver com outra?...) e, segundo, que o desemprego jovem (abaixo dos 25 anos) diminuiu. Segundo o próprio, a única coisa má é que estamos a falar de números relativamente altos (sic, uma vez mais).
Estes (ir)responsáveis e arrogantes membros do Governo têm o descaramento de achar que quem os ouve aceita acriticamente o que dizem e não percebe que é mentira, rotundamente mentira. É mentira que o Estado tenha a referida capacidade de endividamento, tal como é mentira que o número do desemprego tenha algum lado positivo. Meu Deus, isto é tão, mas tão evidente, que até é ridículo de se escrever... Mas é esta gente que nos governa. Ora nem mais.
Estes (ir)responsáveis e arrogantes membros do Governo têm o descaramento de achar que quem os ouve aceita acriticamente o que dizem e não percebe que é mentira, rotundamente mentira. É mentira que o Estado tenha a referida capacidade de endividamento, tal como é mentira que o número do desemprego tenha algum lado positivo. Meu Deus, isto é tão, mas tão evidente, que até é ridículo de se escrever... Mas é esta gente que nos governa. Ora nem mais.
1.3.11
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