Título de uma notícia do Público on-line: "O primeiro-ministro José Sócrates assegurou esta terça-feira que não vai pedir ajuda externa já este fim-de-semana, garantindo que o Governo tudo fará para que tal não aconteça."
Até quando é que o primeiro-ministro demissionário vai continuar a condicionar o futuro do país com a sua teimosia irresponsável e cega? Nunca ouvi ninguém dizer isto, mas um Governo de gestão, não podendo tomar decisões que condicionem futuros Governos, também não devia poder decidir sobre esta matéria. Neste caso, o poder decisório devia ser transferido do Governo para a Assembleia da República, a qual devia decidir por maioria parlamentar.
Será que ninguém, com excepção do primeiro-ministro, claro, percebe que esta sua atitude teimosa e irresponsável faz com que os portugueses paguem uma taxa de juro de 9% em vez de 4 ou 5%? Mas será que ninguém diz a este homem para se ir embora de vez ou, pelo menos, para assumir, em nome do país que ele diz defender, que está redondamente enganado e que persistir nesta linha é um atentado geracional?
E, já agora, onde anda por estes dias o ministro das Finanças? Ter-se-á ido embora sem dizer água vai, como fez, indescritivelmente, no dia da votação do PEC, segundos antes de Manuela F. Leite ter começado a falar?
Não se trata apenas de gente sem categoria. Se o mal fosse esse, estávamos razoavelmente bem. Trata-se de gente perigosa, que trata a coisa pública como sua, que não tem pudor em mentir para não ter que assumir erros passados. Esta gente não pode, simplesmente não pode, voltar ao poder.