Mostrar mensagens com a etiqueta graffiti. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta graffiti. Mostrar todas as mensagens
28.7.16
24.6.13
Deamblogações nocturnas
Penso mesmo (a sério que penso) que boa parte das pessoas do governo já se está nas tintas para o futuro do país. Se noutros tempos havia quem assim estivesse mas andasse entretido a tratar da sua vida (leia-se, a garantir o seu próprio futuro), agora acho que isso não deve acontecer na maioria dos casos porque não há dinheiro nem ninguém minimamente coerente pode prometer o que, já hoje, não existe.
Mas, entretanto, parte da gente que por lá anda ocupa-se a fazer coisas inteligentes e úteis, como, por exemplo, o diploma que sairá em breve sobre os licenciamentos para os grafittis. A acreditar no Público, a coisa é da seguinte forma: eu sou graffiter e quero exercer a minha arte. Pois bem, tenho de me deslocar à câmara municipal da localidade em que o quero fazer e preencher um requerimento no qual tenho de pedir autorização à câmara. Nesse requerimento tenho de desenhar (mero esboço? Desenho pormenorizado?) o grafitti que pretendo fazer. Simultaneamente, o proprietário do espaço (muro, parede) tem de autorizar o desenho, sob pena de tal não ser possível. Depois tudo vai para análise por um técnico camarário, que averiguará da pertinência do projecto. O que não se sabe (entre muitas outras coisas) é como é que se analisa a pertinência de uma coisa destas...
Quem teve esta ideia decerto não compreende a génese dos grafittis, o carácter marcadamente clandestino, intrusivo, repentino e pontual que graffiters e suas obras (muitas delas mero lixo urbano) têm. Passa pela cabeça de alguém pedir licença à câmara para fazer um graffiti? Passa pela cabeça de alguém tornar o processo num intrincado vai-e-vem de requerimentos, vinhetas, autorizações, caducidades e o diabo a sete?
Eu acho que isto é uma manifestação do puro delírio que grassa nesta coisa informe e desforme que temos e que dá pelo nome de governo, que de governo tem muito pouca coisa, a não ser o nome, mas que esse também devia ir à aprovação do povo, devidamente acompanhado de, mais do que um mero esboço, uma pintura fina e detalhada do respectivo programa. Com uma condição: não apenas lhes era cassada a licença se o não cumprissem, como ficavam impedidos de participar na coisa pública durante um período de tempo suficientemente lato.
Disto ninguém se lembra por lá.
Mas, entretanto, parte da gente que por lá anda ocupa-se a fazer coisas inteligentes e úteis, como, por exemplo, o diploma que sairá em breve sobre os licenciamentos para os grafittis. A acreditar no Público, a coisa é da seguinte forma: eu sou graffiter e quero exercer a minha arte. Pois bem, tenho de me deslocar à câmara municipal da localidade em que o quero fazer e preencher um requerimento no qual tenho de pedir autorização à câmara. Nesse requerimento tenho de desenhar (mero esboço? Desenho pormenorizado?) o grafitti que pretendo fazer. Simultaneamente, o proprietário do espaço (muro, parede) tem de autorizar o desenho, sob pena de tal não ser possível. Depois tudo vai para análise por um técnico camarário, que averiguará da pertinência do projecto. O que não se sabe (entre muitas outras coisas) é como é que se analisa a pertinência de uma coisa destas...
Quem teve esta ideia decerto não compreende a génese dos grafittis, o carácter marcadamente clandestino, intrusivo, repentino e pontual que graffiters e suas obras (muitas delas mero lixo urbano) têm. Passa pela cabeça de alguém pedir licença à câmara para fazer um graffiti? Passa pela cabeça de alguém tornar o processo num intrincado vai-e-vem de requerimentos, vinhetas, autorizações, caducidades e o diabo a sete?
Eu acho que isto é uma manifestação do puro delírio que grassa nesta coisa informe e desforme que temos e que dá pelo nome de governo, que de governo tem muito pouca coisa, a não ser o nome, mas que esse também devia ir à aprovação do povo, devidamente acompanhado de, mais do que um mero esboço, uma pintura fina e detalhada do respectivo programa. Com uma condição: não apenas lhes era cassada a licença se o não cumprissem, como ficavam impedidos de participar na coisa pública durante um período de tempo suficientemente lato.
Disto ninguém se lembra por lá.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
