18.3.13

Deamblogações vespertinas

O que se passou na reunião do Eurogrupo este fim de semana é demonstrativo do seguinte:
a) A UE anda completamente à deriva;
b) A UE não é actualmente uma pessoa de bem;
c) A UE não é confiável;
d) A UE não protege os interesses dos cidadãos europeus, destinatários últimos das suas medidas e que justificam a sua existência;
e) Os líderes europeus são de fraquíssima qualidade;
f) Os cidadãos europeus devem deixar de confiar naquilo que é dito e transmitido pela UE porque as verdades de hoje são as mentiras de amanhã.

Não são nunca as grandes coisas que fazem a diferença e que servem para construir ou destruir o que quer que seja. São as pequenas, aquilo que se vai fazendo. Isso sim, constrói ou corrói. O Chipre é 0,2% do PIB europeu, pelo que qualquer decisão que o afecte é quase irrelevante do ponto de vista do resto da Europa. Só que não é. A alteração unilateral e em tom de embuscada das regras dos depósitos bancários veio soar os alarmes no resto dos países, sobretudo nos periféricos e mais vulneráveis, entre os quais se encontra Portugal. Devemos perguntar-nos porque razão não é possível que uma coisa semelhante nos aconteça se é verdade (escondida por enquanto, mas verdade) que jamais as metas irão ser cumpridas e nos livraremos da necessidade de um novo resgate. É só uma questão de tempo. Mas ele vai chegar.