«“Este é
provavelmente o pior momento para Portugal e para a Irlanda” porque “as
pessoas estão a sofrer”, afirmou Katainen referindo-se aos efeitos da
austeridade nos dois países e em resposta a inúmeras críticas de vários
deputados à estratégia de resolução da crise da dívida pela zona euro.
“Mas
qual é a alternativa?”, prosseguiu Jyrki Katainen, primeiro ministro da Finlândia, interrogando-se: “Se estes
países pararem a consolidação [orçamental] quem é que lhes vai
emprestar dinheiro?” “Estamos a apoiar os países em dificuldades, mas
estes também têm de fazer a sua parte”, disse ainda.»Esta notícia vem no Público de hoje. Por um lado, compreendo o que diz o primeiro ministro finlandês, mas por outro fico enervado e revoltado com esta bula para curar a crise que todos os burocratas repetem à exaustão. E fico ainda mais revoltado quando vejo a fome e a miséria voltarem ao meu país, um país em que oiço o impensável nos dias de hoje em qualquer democracia civilizada: uma criança abster-se de comer para dar ao seu irmão porque é mais pequeno, precisa mais e não há para todos. Revolve-me as entranhas e não consigo saber bem o que fazer.