O que é criticável neste Governo é que se limita a reagir. Não age nem antecipa. Reage. E o problema é que, à velocidade que as coisas se passam, o tempo da recção é sempre lento, já vem tarde e não resolve.
Nesta sétima avaliação da troika começa a falar-se em renegociação dos prazos, da dívida, das condições, etc., etc. O próprio Governo começou já a ensaiar o discurso da renegociação para consumo interno. A questão é que a economia está exsangue, os portugueses desempregados, as famílias depauperadas e sem esperança. A realidade é dramática para muitos, mas tão ou mais dramático é o facto de a luz que vem ao fundo do túnel não parecer ser a da saída mas sim a do combóio que nos vai passar por cima.
O editorial do Público de hoje acaba dizendo o seguinte: "o pior que pode acontecer a Portugal é assistir impávido e sereno à sua morte económica, social e política sem ter sequer a firmeza para a tentar contrariar". Nem mais.