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19.7.19

Deamblogações matinais

Sobre o Estado:

"vocês vivem acima das MINHAS possibilidades"

dixit

9.5.14

Deamblogações matinais

Governo faz depender descida do IRS da “consolidação” das contas públicas

O que no doubletalk orwelliano significa que não vai baixar o IRS. Isto é para enganar quem? Eu percebo a intenção: é que assim, o Governo fica bem com Deus e com o diabo. Diz que quer baixar se puder, mas demonstra uma aparente responsabilidade com a saúde financeira do país. Tudo isto está estafado.

16.10.13

Deamblogações vespertinas

Absolutamente ES-MA-GA-DO por impostos e contribuições. É assim que me sinto no dia seguinte ao da entrega do OE/2014. Vale a pena trabalhar para pagar impostos?...

Para além disso, sinto-me enganado e esbulhado ao confirmar que o que era transitório adoptou a forma de definitivo (et pour cause!). Tudo - repito, tudo, absolutamente tudo - o que eram normas transitórias criadas por causa da crise são agora definitivas e irrevogáveis e sê-lo-ão para todo o sempre. Neste particular, a irrevogabilidade tem o sentido que o dicionário lhe dá e não aquele que o segundo-primeiro-ministro lhe arranjou. Mal de nós...

18.10.12

Deamblogações matinais

Uma boa notícia no meio de milhares de más notícias: o orçamento do Estado para 2013 prevê que o IVA apenas seja pago ao Estado quando for efectivamente cobrado pelas empresas, assim pondo termo a um dos motivos de maior sufoco de tesouraria. Primeira questão: será verdade? Segunda: como irá isto ser regulado? É que existem milhentas pequenas questões que necessitam ser pensadas e podem fazer toda a diferença. Por exemplo, se o Estado exigir o pagamento ao fim de um certo tempo, independentemente de ter ou não havido cobrança das facturas, acaba por ir dar tudo quase ao mesmo, atendendo a que os atrasos nos pagamentos são cada vez maiores (e sê-lo-ão por tempo indeterminado).
Mas, a confirmar-se, não deixa de ser uma excelente notícia.

3.10.12

País? Que país?

Os anúncios feitos pelo ministro das Finanças hoje à tarde mostram bem e à descarada o desequilíbrio existente neste território entre o Estado todo-o-poderoso e o cidadão comum. É sobre este, sempre sobre este, que recaem todos os esforços de reequilíbrio das contas públicas e tudo o que aquele primeiro come em demasia (e essa demasia acontece em absolutamente tudo o que é serviço, instituição e entidade). Este pobre país, se de país ainda se pode falar (ver definição de país nos manuais de Direito Público), anda à mercê disto, mas o seu povo que aguente porque não tem por onde escapar. Somos afinal uma cambada de chicos-espertos-mas-ingénuos-porque-sempre-apanhados-na-curva. Toda a gente faz o que quer e bem lhe apetece connosco.
Já não tenho sequer capacidade para criticar. Acho demasiado escandaloso o que se está a passar.
Hoje, para mim, acabou-se a esperança de uma vida melhor em termos patrimoniais. Acabou-se mesmo. Isso não é por si só mau, é altura de pensar em alternativas concretas. E há-as, há mesmo e eu tenho vindo a descobrir algumas.