12.11.13

Deamblogações nocturnas

Vejo o que vejo sobre o furacão no sudoeste asiático, oiço uma mãe a chorar relatando a forma como o vento e a água lhe levou o filho pequeno dos braços e, por mais estúpido que possa parecer, não consigo evitar um terrível sentimento de culpa. Por viver muitas vezes insatisfeito com uma vida que  me traz muitas alegrias. E as tristezas que tem não são nada, absolutamente nada, quando comparadas com coisas daquelas. Sim, é verdade que absolutizarmos a vida que vivemos faz parte da nossa condição humana, mas, caramba, haja inteligência para agradecer o que temos. E usemos essa alegria para honrar, pela postura de vida, todos os que nem sequer sabem o que isso é.