Nisto da vida o que sei e sinto é que há poucos quereres, e há-os menos quando estamos abertos à vida tal como ela é. Passamos a vida a construir muralhas à nossa volta (eu acho que, eu penso que, eu sei que, eu acredito que, eu espero que) quando o cosmos (ou chame-se-lhe o que se quiser) se encarrega de nos fazer viver o contrário. Quase como se gozasse connosco e dissesse "ai achas que, pensas que, acreditas que, julgas que és assim ou assado? Então toma lá!". E, de repente, é tudo ao contrário.
Como se dizia há uns dias num certo sítio com umas certas pessoas, isto merece um foda-se! de tão brutal que é.
Deixemo-nos de pré-concepções acerca do que julgamos saber ou sentir. Deixemo-nos de merdas. Estejamos abertos à vida e à riqueza que nos transporta para vivências incomensuravelmente mais ricas. E a felicidade? Não sei. Paira por aqui, não apenas feita de coisas boas, mas também com coisas más e difíceis e problemas e frustrações. Tudo isso faz parte da vida tal como ela é. Deixemo-nos abrir o coração aceitando o que é tal como é.
Não é fácil. Mas vale a pena. Vale mesmo a pena.