Os anúncios feitos pelo ministro das Finanças hoje à tarde mostram bem e à descarada o desequilíbrio existente neste território entre o Estado todo-o-poderoso e o cidadão comum. É sobre este, sempre sobre este, que recaem todos os esforços de reequilíbrio das contas públicas e tudo o que aquele primeiro come em demasia (e essa demasia acontece em absolutamente tudo o que é serviço, instituição e entidade). Este pobre país, se de país ainda se pode falar (ver definição de país nos manuais de Direito Público), anda à mercê disto, mas o seu povo que aguente porque não tem por onde escapar. Somos afinal uma cambada de chicos-espertos-mas-ingénuos-porque-sempre-apanhados-na-curva. Toda a gente faz o que quer e bem lhe apetece connosco.
Já não tenho sequer capacidade para criticar. Acho demasiado escandaloso o que se está a passar.
Hoje, para mim, acabou-se a esperança de uma vida melhor em termos patrimoniais. Acabou-se mesmo. Isso não é por si só mau, é altura de pensar em alternativas concretas. E há-as, há mesmo e eu tenho vindo a descobrir algumas.