A notícia é a seguinte:
"1,06 milhões de euros em notas depositados por funcionários na conta do CDS no final de 2004" e vem no Público.
Não sou polícia, não sou político, não sou investigador, não tenho qualquer experiência particular em lidar com casos de corrupção, não tenho provas, não conheço o processo que está a ser investigado, não conheço o CDS-PP nem as pessoas que lá militam (com excepção de algumas que penso estarem à margem disto) e, finalmente, não tenho a mania da perseguição nem estou imbuído de um espírito malévolo que vê maldade em tudo o que mexe.
Mas não sou parvo. Nem eu nem as pessoas que sabem ler. É mesmo só preciso saber ler. Mais nada. Nem concluir, nem interpretar.
Senão, repare-se nisto:
"Em apenas quatro dias foram feitos 105 depósitos, todos em notas, de
montantes sempre inferiores a 12.500 euros, quantia a partir da qual era
obrigatória a comunicação às autoridades de combate à corrupção."
"Frisando que os 105 depósitos do CDS no BES foram feitos entre os dias
27 e 30 de Dezembro de 2004, "muitos deles com intervalos de minutos e a
grande maioria em parcelas de 10 mil euros", os investigadores da PJ
descobriram também que os recibos para justificar a entrada daquelas
verbas nos cofres do partido teriam sido todos passados em datas
posteriores aos depósitos. Os próprios livros com os talões de recibos
teriam sido encomendados já em Janeiro de 2005."
"Outros dados curiosos são os que se referem à identificação dos
doadores. Os funcionários da sede nacional do CDS emitiram um total de
4216 recibos, neles anotando apenas o montante e o nome do doador,
notando a PJ tratar-se provavelmente de dados fictícios, exemplificando
com o "sonante e anedótico nome de doador "Jacinto Leite Capelo Rego",
no valor de 300 euros"
O dr. Portas, tomado por um cinismo que eu considero demasiado básico, veio dizer que o dr. Abel Pinheiro tinha sido absolvido, não havendo por isso quaisquer provas materiais de cometimento de qualquer crime. Mas quem julga o dr. Portas que engana? O reinado destes chicos espertos há de acabar. Tem de acabar.