Ainda Relvas. Há um facto que me impressiona na, aliás pequena, manifestação anti-Relvas, ontem à frente da AR: entre alguns manifestantes habituais (jovens e idosos cronicamente descontentes por razões conhecidas e alguns bloquistas), pessoas absolutamente normais, muitas delas acompanhadas de crianças sem ser de colo que faziam cara feia como se estivessem a perceber perfeitamente a razão de ali estarem. Pessoas que poderiam ser qualquer um de nós, que não tinham ar de estar ali por falta do que fazer e que, no entanto, foram para ali para demonstrar a sua revolta com o assunto.
Relvas não é só a sua licenciatura (?), mas - e sobretudo - o caso Ongoing e a promiscuidade aparente entre o Estado e diversas empresas. Relvas é isso, mas é muito mais. É, por exemplo, a maçonaria e as ligações sinistras entre os seus membros e as juras e pactos que fomenta. Relvas é o olhar matreiro de quem aspirou ao que tem actualmente e não teve pejo em articular o que tinha de articular para o conseguir.
E como Passos Coelho o mantém intacto, o primeiro também é Relvas, por osmose, nisso tudo e no que mais haja que não se sabe. Pode não ser maçon, não ter interesses directos na Ongoing e não ter uma licenciatura (?) feita (?) com quatro cadeiras, mas ao mantê-lo no Governo, ele é também isso tudo.
Este primeiro ministro está ferido de morte e começou a sangrar lenta mas inexoravelmente. Disso não há dúvidas.