6.7.12

Deamblogações matinais

Quando há gente - e há-a! - que escreve o que tu queres dizer e não tens arte para tal, o que te resta é copiar, no caso transcrever. No caso Relvas, VPV disse tudo hoje na sua crónica do Público e, como acontece muitas vezes, o início é magnífico e fica aqui para a posteridade:
"O ministro Miguel Relvas teve uma curiosa carreira de estudante. Começou por se matricular em Direito, onde frequentou, salvo erro, a cadeira de Ciência Política e Direito, com a distinta nota de 10 valores. Parece que a experiência lhe bastou ou que foi atraído por outros trabalhos, certamente a bem da saúde e prosperidade da Pátria. Mais tarde, segundo consta, resolveu experimentar o curso de História, que não lhe deve ter agradado porque nem sequer se apresentou a nenhum exame. E, já maduro, concluiu na Univerdade Lusófona a sua cansativa peregrinação pelo mundo dos livros, com uma licenciatura tirada num único ano, em Ciência Política (uma autêntica vocação) e no que misteriosamente aí se chama Relações Internacionais. Ficou, assim, como desejava, com o direito a usar o prestigioso título de "sr.dr.". Com a quantidade de "drs." que por aí prolifera isto, em princípio, não lhe serviu para nada, excepto para não ser tratado por "sr. Miguel" ou por "sr. Relvas" por alguns militantes do PSD e meia dúzia de criados de café. (...)".