«Portugueses!
Para os homens de dignidade e honra, a situação do País é inadmissível!
Vergada sob a acção de uma minoria devassa e tirânica, a Nação, envergonhada, sente-se morrer.
Eu por mim revolto-me abertamente.
E os homens de virtude, de coragem e dignidade que venham ter comigo, com as armas na mão, se quiserem comigo vencer ou morrer.
Às armas, Portugal!
Portugal, às armas, pela Liberdade e pela Honra da Nação!
Às armas, Portugal!»
Podia ter sido dito nos dias que correm por um espírito mais afoito, porque é perfeitamente actual e faz todo o sentido. Mas não foi. Foi proferido por Gomes da Costa, então Comandante em Chefe do Exército Nacional, em 1926, e futuro Presidente da República.
Há coisas que parecem eternas.