25.12.10
Deamblogações matinais
Desolada a cidade teima em dormir, já manhã alta, uma manhã escura e fria. Ressaca do 24 e das consoadas prolongadas nas horas que se espraiam pela madrugada. Sentimento misto a 25, sempre assim foi. É o dia em que tudo pára e em que parece que o tempo se congela por 24 horas, como se não houvesse mais amanhã. O mesmo tempo que habitualmente é tão pródigo na devoração das horas. Ilusão de se poder fazer tudo o que não se pode fazer nos outros dias. Pura ilusão, mas ainda assim a consciência de que já nada é como dantes. Os tempos correram muito entre cada 25 de Dezembro. E a cada um deles faz-se um balanço do que já fora, projectando-se um futuro misturado de certezas, anseios e expectativas.