Começam a aparecer os defensores das declarações de Marinho Pinto. Há dois dias tinha ouvido Helena Roseta dizer que era necessário quem no nosso país denunciasse estes casos. Ontem foi a inefável procuradora-geral adjunta, Maria José Morgado, a dizer semelhante coisa.
Pode ser (e é com certeza) incapacidade minha, mas onde é que estão as denúncias? Onde é que estão os casos concretos? Onde é que estão os factos?
Eu, se fosse político, atirava-me de unhas e dentes ao Dr. Marinho Pinto, porque considerava inadmissível que tentassem enlamear o meu nome e a minha honestidade. Mas, realmente, pouca ou nenhuma reacção vejo na classe política. Provavelmente é porque o fenómeno é tão vasto que todos têm telhados de vidro. É que, a ser esse o caso, a coisa muda de figura.