Nas habituais reportagens televisivas sobre os festejos de fim de ano, fiquei a saber, por exemplo, que a festa em Edimburgo é "uma das mais carismáticas do mundo". O ou a jornalista não cuidou de explicar porquê. Naturalmente...
Também fiquei a conhecer um "tradicional" (sic) festejo de fim de ano no Norte do país, em que um casal aproveitou para celebrar o seu matrimónio. Tradicional, sem dúvida. Para além dessa, uma outra festa no Norte, em que as câmaras de televisão dançavam com os convivas e o repórter fazia perguntas inteligentes e inovadoras do tipo: «o que é que deseja para 2008?». Excusado será reproduzir as respostas, tão idênticas que são há 40 anos.
Por fim, tomei conhecimento de que a passagem do ano no Terreiro do Paço foi atrasado alguns instantes (segundos? minutos? ninguém disse). A reduzida importância do facto mereceria, contudo, alguma atenção, nomeadamente quando comparado com outros pseudo-eventos que ocupam tempo de antena sem qualquer justificação.
Todos os anos a mesma conversa. Inevitavelmente.