
Se, como dizem o primeiro ministro e o ministro das obras públicas, o Governo agiu bem ao longo do processo de escolha do novo aeroporto e se não criou expectactivas juridicamente tuteláveis ao avançar com a OTA como escolha antecipada, porque é que Mário Lino se vai reunir hoje com os autarcas do Oeste para lhes propor um pacote de minimização dos estragos provocados pela nova localização do aeroporto?
Se, como sempre ouvi dizer da parte do Governo, o processo do aeroporto foi transparente, porquê agora fazer investimentos como moeda de troca?
É que uma coisa é compensar os proprietários dos terrenos que não puderam transaccioná-los durante 8 anos porque iriam ser deles expropriados, outra bem diferente é fazer investimentos públicos nas autarquias por compensação pela não localização do aeroporto no local em que estava irremediavelmente destinado. Viu-se agora o quão irremediável era essa localização.
De uma maneira ou de outra, Alcochete irá ficar mais caro do que a Ota. Vale uma aposta?