A TSF tem todas as manhãs um programa em que, à razão de um convidado por semana, cinco personalidades conhecidas expõem durante 2 ou 3 minutos uma ideia sobre a qual queiram chamar a atenção dos ouvintes. Essas personalidades são, entre outras, Pedro Santana Lopes, António Vitorino e António Pires de Lima.
Às segundas-feiras é a vez de Pedro Santana Lopes. Não raro considero que aquilo que ouço é muitas vezes banal e não traz qualquer valor acrescentado, perguntando-me eu quais são os critérios editoriais da TSF para ter o dito programa em horário nobre. Mas há vezes em que ultrapassa os limites do razoável, como hoje, por exemplo. A crónica de Santana Lopes foi de uma falta de conteúdo desmedida. O que ele (não) disse podia - palavra de honra - ser dito por qualquer pessoa. Repito: qualquer pessoa. Nem ideias, nem fluidez de raciocínio (inexistente), nem sequer qualidade na leitura do papel que tinha à frente (enganou-se, hesitou, titubeou). Será que sou eu que sou demasiado exigente? Não é evidente o que digo?