No Público de hoje há uma notícia na parte de desporto com o seguinte título: "Vieira garante que Jesus não sabia que eram polícias que estavam em campo". A notícia começa, então, assim: "Jorge Jesus desconhecia que era a polícia quem estava a tentar imobilizar um adepto "encarnado" no Estádio D. Afonso Henriques (...)".
Eu confesso que já nem consigo achar piada a este tipo de anedotas. Ou será que alguém sério está mesmo a querer dizer que o JJ não sabia que eram polícias que estavam a deter os invasores do campo? E esse alguém sério estará mesmo a querer convencer-nos de que JJ não sabe perfeitamente que os stewards não podem deter ninguém, nem sequer recorrer à violência física?
Meus amigos, talvez isto passe à margem da maior parte das pessoas, mas o que se pretende é apenas isto: se for polícia o crime é público e constitui uma agressão a um agente de autoridade, o que é agravado em termos de punição. Já se não for polícia - ou se se provar que JJ não sabia que era... - a moldura penal é atenuada e o facto constitui apenas uma agressão comum como tantas que existem no dia-a-dia.
Ou seja, esta tentativa de branquear o que JJ fez não é inocente, mas, mais uma vez, querem tomar-nos por parvos e fazer crer no desconhecimento do menino. É ridículo.
A propósito, soube há dias que JJ tinha uma alcunha na Amadora, dos tempos em que jogava futebol de salão, quando era conhecido como o "tolas". Não porque usasse com mestria o que estava no interior da cabeça (não consta que alguma vez o tenha feito...), mas porque fazia uso com frequência da parte da frente da testa, zona consabidamente forte e dura, para aplacar o adversário.
Uma tristeza este Jesus. Tal como Vieira, esse antigo especialista em pneus que deu em milionário presidente das águias. Cada um tem o que merece.