2. Perante tal miséria, é penoso ter que acrescentar que Miguel
Relvas não é, de facto, um modelo de génio político, passe o eufemismo.
Infelizmente para todos nós, o que está em jogo não é o “valor” seja de
quem for – o que está em jogo é esta estupidez triunfante, sustentada
pelas redes “sociais” (quem lhes concedeu o privilégio ditatorial de
“organizar” o quotidiano da política?) e também alguns modelos de
“informação” televisiva que só sabem celebrar a crispação (desse mesmo
quotidiano). Na prática, o símbolo de abertura e pluralidade tornou-se
uma arma de silenciamento: José Afonso cantou a proliferação das vozes;
agora, aplicam-se as palavras de José Afonso para, literalmente, criar
ruído e massacrar a nitidez de qualquer voz. (...)"
João Lopes in sound & vision