Se alguém me perguntar o que é que de mais importante aprendi nos últimos anos (sim, anos), eu respondo: o conceito de impermanência. Não só tem directamente que ver com algo que tenho estudado e praticado com intensidade (aí sendo confrontado muitas e muitas vezes com esse conceito), como tem sido mais do que presente na minha vida. Vida pessoal e profissional.
Por detrás do conceito está as mais das vezes uma visão religiosa (budista, cristã), mas não é preciso alicerçarmo-nos nela para compreender (perceber e sentir) que a impermanência comanda a nossa vida. Nada é adquirido. Nada. N-A-D-A. Ah, mas os amigos são, o casamento é, o escritório e os colegas são, os gostos são, etc., etc. Mentira! Nada disto é permanente. Zero. Talvez a única coisa seja o amor filial. Esse sim, parece-me impermanente, mas apenas na medida em que não passa, mas ele próprio sofre transformações.
Com o que me aconteceu hoje, se já não tivesse começado há algum tempo a incorporar isto na minha cabeça, estava apenas com os cabelos (que não tenho...) fora do lodo.