21.11.12

Deamblogações nocturnas


Das coisas que me impressionaram numa destas manhãs foi perceber que tinha um mundo à minha frente por explorar. É que há guitas mentais que nos vão castrando e a falta de exploração cria ela própria a sensação de inexistência do que explorar. Mas tal não é verdade e a verificação disso é libertadora. Eu tinha um cão ao qual bastava pôr uma trela em cima do dorso para que ele ficasse parado sem se mexer, como se estivesse preso. Um dia, deu dois passos e percebeu que, afinal, podia mexer-se e, mais do que isso, andar. A partir daí a técnica nunca mais funcionou. Percebeu que o que sentia não era a realidade e que essa realidade lhe permitia fazer coisas (no caso, andar e fugir) que pensava não poder. Eu só não ando de quatro.
E pur si muove!