Dia estranho este. Andei pela primeira vez, e talvez única, a pé na avenida Infante D. Henrique, enquanto a chanceler se encontrava com Passos. Snipers por todo o lado e uma calma muito mais aparente do que real. O dia estava magnífico e o Tejo brilhava ao sol, enquanto dois helicópteros sobrevoavam sem parar o espaço aéreo. Não se viam carros nem quase pessoas. O hotel onde almocei parecia semi-abandonado. No regresso e porque tinham fechado completamente o perímetro de segurança por onde eu tinha passado à ida, apanhei um taxi que deu literalmente a volta ao bilhar grande para me deixar 150 à frente de onde eu estava inicialmente. A Merkel contribuiu assim, embora, diga-se, sem qualquer dolo, para o meu empobrecimento. Isso e porque me tirou literalmente 2h de trabalho durante a tarde, o que nos tempos que correm não é de somenos.
No fim, Lisboa continuava tranquila e indiferente. Isso ninguém nos rouba.