21.6.12

Deamblogações vespertinas

A ERC deliberou sobre a inocência do ministro Relvas sobre o caso das pressões sobre a jornalista do Público. Fê-lo, porém, com dois votos contra, precisamente os votos dos dois membros indicados pelo PS, contra os três votos favoráveis dos membros indicados pelo PSD.
É evidente, mais do que evidente, que, independentemente de possíveis questões técnicas (quais?), a questão subjacente é de natureza política e tão só de natureza política. Lerei o relatório, mas mesmo antes de o ler, é fácil perceber (porque lido com isso diariamente) que é sempre possível defender o mesmo e o seu contrário com veemência, sobretudo quando se tem uma agenda a que obedecer. Como é possível equacionar órgãos reguladores com membros escolhidos pelos partidos que alternam no poder?... Francamente não consigo perceber. Pior só vir defender o relatório, como se o mesmo apenas caucionasse a análise técnica previamente levada a cabo, sem qualquer intuito político subjacente. Quem é que ainda se deixa enganar?