O homem ali fica ao sol, enquanto o sol dura e é forte, forte na fraqueza dos sóis de Inverno, fortaleza essa que tem a fugacidade de um escasso par de horas. Mas ali fica ao sol, a aquecer os ossos que enregelam nas outras horas do dia. Credor da bondade alheia, tapa-se com coisas que lhe vão dando. Mas é sempre senhor do seu nariz e mesmo quando lhe dão essas coisas, olha com um olhar altivo.
Gosto dele. Especialmente quando está a ler, sentado no chão que é seu, mais do que nosso.