Amy Whinehouse, Cesária Évora, Elizabeth Taylor, Jane Russel, Júlio Resende, Kim Jing-Il, Lucien Freud, Maria José Nogueira Pinto, Muhammar Kadafi, Osama Bin Laden, Peter Falk, Sócrates, Steve Jobs, Václav Havel, Vítor Alves.
Estes, alguns nomes que vêm publicados no Público de hoje como pertencendo a pessoas que morreram durante 2011. Muitos, muitos mais haverá, tão ou mais ilustres, disso não restam dúvidas. A questão não é tanto a dos nomes, mas sim que 2011 foi um ano que sugou. Sugou vidas, sugou esperança, sugou condições de vida, sugou horizontes. Como hoje ouvia já não sei aonde, 2011 foi um ano histérico, em que estivemos sempre com o coração na boca a ver o que podia vir de pior, se é que pior pudesse ainda vir. Mas pôde. E poderá. E muito. 2012 vai ser pior. Não é pessimismo nem derrotismo. É realismo que ajuda a concentrar forças para ultrapassar o que aí vem.
Então que venha, que cá o esperamos. Venha ele, esse 2012, com ar de fantasma que vem assombrar. Vamos a ele com energia, empenho, humildade, criatividade e perseverança. Tudo se ultrapassará, como tudo sempre se ultrapassou. Nada de fechar os olhos. Afinal, a montanha russa só tem piada de olhos bem abertos e a sugar o ar com violência.