Sócrates já não tem fôlego. Já nem ele nem os seus apoiantes (serão mesmo apoiantes?...) mais directos (leia-se, alguns ilustres do PS) conseguem disfarçar a convicção de uma derrota eleitoral no próximo domingo. É verdade que as sondagens são o que são, mas não acho, ao contrário do que se ouve muito, sobretudo do dr. Portas, que as há para todos os gostos. Até agora, pelo menos, vão todas no mesmo sentido, embora existam divergências menores, designadamente quanto à questão da maioria ou não do PSD. Em nenhuma delas o PS ganha as eleições, em nenhuma delas o CDS ultrapassa os 15% (sendo esse o melhor cenário até agora traçado), em nenhuma delas o BE fica à frente da CDU. Trata-se, pois, de afinação dos resultados finais, mais do que saber se existirá alguma surpresa. A única (boa) supresa seria a vitória retumbante do PSD, com 40 ou mais por cento dos votos. Isso sim, poderá acontecer, quando milhares de pessoas, no silêncio que precede imediatamente o voto, tomarem consciência que o PSD é o único partido capaz de liderar seriamente o país, quando perceberem que a equipa que tem estado por detrás das ideias apresentadas é, na sua maioria, séria e com vontade de mudar realmente as coisas, quando, finalmente, perceberem que não existe memória em Portugal de um político tão mentiroso e prepotente quanto Sócrates. Por esta última razão, não basta que o PSD ganhe por pouco, porque se assim for, Sócrates, que se está absolutamente nas tintas para o país e o que quer é apenas poder, quererá vingar-se. Ele que disse há dias que o que motiva o PSD é a sede de vingança das eleições de 2009 (até faz rir depois do que se passou com a aprovação dos sucessivos PEC's!), mais não fez do que transpor para esse partido aquilo que não hesitará em fazer se ficar em segundo e a poucos votos.
Não basta a vitória. Tem que ser uma vitória clara e inequívoca. Para que, se preciso for, venha um novo dirigente do PS e possamos ter responsabilidade, seriedade e credibilidade no governo do nosso país.