30.3.10

Pulp Fiction

28.3.10

Deamblogações vespertinas

saudade (a-u)
s. f.1. Lembrança grata de pessoa ausente ou de alguma coisa de que nos vemos privados.2. Pesar, mágoa que essa privação nos causa. 
Tenho saudades tuas. Muitas. Imensas. Trágicas. De ti. Do que foste. Do que representaste. Do que não viveste. Saudades do que eras um dia, muitos dias, até te cansares de o seres, até a vida te ter roubado a vontade de continuares a ser feliz. São muitas, imensas e trágicas as saudades que tenho tuas. Tão grandes que não cabem na ilusão de um dia voltar a falar contigo. Fazes falta.

25.3.10

I Want You (she's so heavy)

The Beatles

22.3.10

Dúvida metódica

Um restaurante à beira-mar. Duas casas de banho, uma para homens e outra para mulheres. A das mulheres é a única que tem fraldário. Convencionalismo ou discriminação?

18.3.10

Shiny Happy People

R.E.M.

Parece que o Inverno já passou. Alegremo-nos!

17.3.10

Inimaginável...

No mercy


"Perspectivando a recepção aos madrilenos e ao extremo português, Salema Garção foi claro: "O Simão deve ser recebido como o Atlético Madrid, isto é, num ambiente extremamente difícil", afirmou o responsável leonino sem hesitações." Record
Nem mais. Tudo a gritar e a apoiar o Sporting! Vaiar até à exaustão o Simão é uma consequência natural da traição de um jogador pouco mais do que razoável que trocou o nosso emblema pelo rival de sempre. Vamos a eles! Até os comemos!

12.3.10

10.3.10

Deamblogações matinais

Não costumo ligar a histórias dramáticas com crianças. De resto, não costumo ligar a histórias dramáticas. Considero que, muitas delas, são produto da comunicação social que temos hoje em dia. Que dizer de Maddie, de Alexandra e de mais dois ou três casos tão badalados nos últimos tempos? Há uma semana, porém, vi nos telejornais uma história que me arrepiou: a de um miúdo de 12 anos que se atirou ao rio sem um motivo aparente, depois de o próprio irmão gémeo o ter tentado demover. Consciente que não sabia nadar, a criança sabia que ia ao encontro da morte. E insistiu nela.
Para além de se estar agora a perceber que o rapaz era agredido e ameaçado na escola - serão apuradas responsabilidades? -, o que me impressiona é como um miúdo daquela idade pode calar fundo tamanha solidão, que o leva a suicidar-se. Hoje no Público, refere-se que a mãe diz que nunca havia percebido qualquer tristeza no filho. Admitindo que classes menos instruídas terão menos apetência e conhecimento para identificarem sinais de perturbação deste tipo, ainda assim choca que a própria mãe não tenha sido capaz de diagnosticar a situação. Isto coloca-me, como pai, uma questão: andaremos distraídos com os nossos filhos ou existem situações que, por muito que estejamos atentos, não conseguimos pura e simplesmente identificar? No artigo do Público refere-se que o miúdo havia pedido à mãe que lhe lavasse o fato do rancho em que andava porque poderia precisar dele a qualquer momento. Tal facto aparenta que ele considerava a possibilidade de continuar vivo. Considerava, apenas, não estava convencido.
Mas isto traz à tona outra questão para a qual o mundo não atenta: tanta e tanta gente triste, insatisfeita, deprimida, sem que se lhe consiga chegar. Pobre Leandro Pires. Fez com 12 anos o que é próprio de gente adulta.

8.3.10

Deamblogações matinais

Alvíssaras a quem tiver visto um primeiro-ministro com cabelo grisalho, nariz grande e que fala com uma voz anazalada. A última vez que foi visto trajava fato estilo Armani, gravata azul quase turqueza e camisa branca. A quem o tiver visto pede-se o favor de entrar em contacto com as autoridades.

5.3.10

Deamblogações vespertinas

O nós passa a eu e tu. O nosso passa a meu e teu. O todo passa a fracção. O conjunto passa a complemento. O hábito passa a passado. A realidade passa a memória.

4.3.10

Resposta à questão filosófica

A resposta é esta: vibrei tanto com cada golo do Sporting marcado ao Porto que nem sequer me lembrei que a vitória ajudava objectivamente o slb no campeonato. Estou-me nas tintas se isso é ou não verdade - aliás, acho que não é e que é uma invenção exacerbada dos próprios, primeiros interessados, porque não podiam simplesmente valorizar uma vitória inegável e cheia de classe. Em futebol não há calculismos nem pensamentos objectivos. E se os há, é porque não se gosta de futebol.

2.3.10