Existe alguma diferença entre adivinhar e planear? Entre antever e racionalizar? O que se quer, quando, onde e com quem da vida?
Qual é o peso do presente na moldura temporal de uma vida? Relativo, absoluto? Em que contexto é um e outro? Relativo porque nada ou pouca coisa é absoluta nunca? Absoluto porque há coisas que quebram indelevelmente o que existe e determinam a sequência? É assim?
Isto é como os livros de culinária, uns pózinhos de um e uns pózinhos de outro, para equilibrar o tempero, traçando, assim, o risco da vida?
São as sensações antagónicas de um projecto, condenando-o à partida ou atribuindo-lhe um carácter tão aleatório que deixará rapidamente de se equivaler a um projecto?
O que é o vínculo? Tem que ver com o passado, com isso projectando-se e condicionando o futuro, ou passa pela honestidade e coerência, com isso podendo pôr em cheque o que se fez até aí?