9.5.13

Deamblogações matinais

Descobri recentemente o João Miguel Tavares. Tem graça e sobretudo inteligência no que diz e escreve. Bons artigos nos tempos recentes sobre a crise e o comportamento do Governo. É insuspeito porque é de direita e isso também é saudável. De resto, verdade seja dita, há cada vez mais assumpções de posição nos comentadores, à semelhança do que sucede nos países com os quais gostamos de nos comparar. Só falta os jornais assumirem frontalmente uma linha editorial mais à esquerda ou à direita.
Na sua crónica de hoje, o João Miguel Tavares reflecte com alguma incredulidade na javardice de comportamento da Federação Académica do Porto perante a morte (por homicídio, há que notar) de um estudante, ao ter decidido continuar com os festejos académicos (?) e não respeitar pelo menos um dia de luto. Entre outras coisas diz ele: "para quem anda à procura de exemplos da selvajaria capitalista, não vale a pena dar-se ao trabalho de esmiuçar as intervenções de Vítor Gaspar - basta olhar para a decisão de não suspender o programa da Semana Académica do Porto depois de um estudante ter sido assassinado a tiro no recinto. (...) O Lado Negro da cerveja é demasiado forte. E por isso os estudantes preferiram apostar em iniciativas simbólicas sem impacto orçamental, tipo bué minutos de silêncio comoventes, 'tão a ver? É claro que a rapaziada ficou tristíssima com o que aconteceu. E, para ultrapassar o trauma, decidiu afogar todas as noites a mágoa em bebida.". E depois de reflectir sobre o comportamento desta "malta", termina bem dizendo que "quando na cabecinha de tantos estudantes o direito à bebedeira se sobrepõe ao respeito pela morte, alguma coisa de muito errado se está a passar. Acordem meninos.".
Nem mais.