30.4.10

22.4.10

Deamblogações vespertinas

Volúpia mental

16.4.10

Deamblogações matinais



Já não se aguenta.

14.4.10

Bebido o luar, ébrios de horizontes,
Julgamos que viver era abraçar
O rumor dos pinhais, o azul dos montes
E todos os jardins verdes do mar.

Mas solitários somos e passamos,
Não são nossos os frutos nem as flores,
O céu e o mar apagam-se exteriores
E tornam-se os fantasmas que sonhamos.

Por que jardins que nós não colheremos,
Límpidos nas auroras a nascer,
Por que o céu e o mar se não seremos
Nunca os deuses capazes de os viver.


Sophia de Mello Breyner Andresen

13.4.10

9.4.10

Deamblogações matinais II

Deamblogações matinais

8.4.10

Deamblogações matinais

O que tem vindo a lume sobre o negócio dos submarinos mostra, uma vez mais, a voracidade da nossa classe política (e pelos vistos não só da nossa), bem como das nossas empresas por dinheiro e tráfico de influências. O polvo estende-se a muitas áreas e parece que toda a gente tem telhados de vidro. É um facto.

5.4.10

Deamblogações matinais

Vem hoje no Público mais uma notícia sobre o José Sócrates técnico da Câmara Municipal da Covilhã, ao mesmo tempo que era deputado da AR em regime de exclusividade e recebendo, em consequência, o respectivo subsídio. Mais uma notícia que refere ilegalidades e factos muito, mas muito estranhos (para dizer o mínimo e não lhe chamar falcatruas) relacionados com o primeiro Ministro deste pobre país. Mais uma notícia que o mesmo se recusa a comentar, como se tudo isto continuasse a ser obra inventada por um conjunto de detractores daquela sinistra figura. Volto a perguntar: até quando é possível manter-se este estado de putrafacção avançada sem advirem quaisquer consequências?
Um pormenor: a câmara da Covilhã tentara impedir o acesso aos arquivos por parte dos jornalistas do Público. Sendo certo que, num primeiro momento, conseguiu, o Tribunal Central Administrativo do Sul e, posteriormente, o STJ e o TC, vieram tornar possível a referida consulta. É evidente. Porque motivo tão determinante havia a mesma de ser impossível? Quantos cordelinhos terá Sócrates, ou alguém por ele, puxado para tornar acessível o que, até hoje, muitos desconfiavam mas poucos sabiam?
Quanto tempo mais demorará este país a reagir?